A evolução do método de drenagem linfática manual

A evolução do método de drenagem linfática manual

A drenagem linfática manual vem tornando-se um procedimento estético cada vez mais popular. Trata-se de uma massagem terapêutica que foi estudada cientificamente e criada pelo Dr. Emil Vodder. Ele aperfeiçoou sua técnica visando tornar mais eficaz o funcionamento do sistema linfático e para tratar edemas em geral.

A técnica da drenagem linfática manual é caracterizada pelos movimentos suaves e precisos, em forma circular e espiral. Além disso, há um intenso trabalho realizado nos gânglios linfáticos, o que exige uma formação adequada para a sua aplicação.

Além do Dr. Vodder, seu aluno, o Dr. Albert Leduc, também se aprofundou nos mesmos estudos e adotou uma técnica particular, com pontos semelhantes. Ele manteve a quantidade de pressão imposta durante a realização da drenagem e o sentido da linfa, mas diverge quanto a velocidade e o direcionamento. Apesar das diferenças, as duas variantes de tratamento são consideradas eficazes.

Um dos principais pontos em comum entre as duas técnicas é que o trabalho deve ser executado no sentido proximal-distal. As manobras devem ser feitas em ritmo lento, pausado e repetitivo. Assim, é respeitado o mecanismo de transporte da linfa, cuja frequência de contração é de 5 a 7 vezes por minuto. A aplicação não deve ser desagradável e jamais pode provocar dor.

O pioneirismo de Vodder 

O Dr. Emil Vodder, dinamarquês, foi o primeiro a trabalhar com a drenagem linfática. Focava, principalmente, o tratamento de linfedemas. Sua primeira publicação sobre o tema foi em 1936, em uma exposição de saúde em Paris, Santé e Beauté. Somente em 1963, 27 anos depois, o trabalho de Vodder chamou a atenção de um médico, o Dr. Johannes Asdonk. Ele não somente comprovou estatisticamente os resultados da drenagem linfática, mas também explicou cientificamente o porquê dos resultados.

Asdonk conseguiu unir a prática do Dr. Vodder e seus discípulos à ciência dos pesquisadores. Sem a junção desses dois homens, cada um do seu jeito, a drenagem de Dr. Vodder nunca teria deslanchado.

Emil Vodder chamou sua primeira intuição da drenagem linfática de “visionária”. Isto porquê o que ele fez contrariava completamente todos os conhecimentos da época relativos aos gânglios linfáticos. “Por meio da razão, jamais conseguiria desenvolver a drenagem linfática manual” disse ele.

De acordo com sua técnica, a drenagem linfática inicia-se pelo pescoço. Utiliza-se uma combinação ampla de movimentos passivos e técnicas manuais de drenagem. Dizia ainda que “quando o banheiro está inundado, a gente precisa limpar primeiro o ralo, e depois mandar a água em sua direção”. A analogia refere-se ao pescoço como ralo, e a parte do corpo com edema como banheiro.

Os efeitos da drenagem linfática por este método permite o tratamento com sucesso de Linfedemas Primários, considerado leve. Já os Linfedemas Secundários secundários são causados geralmente por infecções.

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Leduc evolui a drenagem linfática manual

O belga Albert Leduc inovou em alguns procedimentos da drenagem linfática manual. E manteve algumas das técnicas desenvolvidas por Vodder. Entre elas, drenar as regiões proximais antes das distais, drenar cada região de distal a proximal e, ainda, a desobstrução dos gânglios principais da região antes de encaminhar o fluxo linfático. A principal diferença de sua técnica para a de Vodder é não iniciar a drenagem pelo pescoço. Isto ocorre principalmente quando se tratam de edemas muito distantes.

Dizia que as manobras sobre o ângulo venoso não tem o poder de acelerar significativamente o fluxo linfático de locais distantes do pescoço, como uma das pernas, por exemplo.

Sua técnica é baseada no trajeto dos coletores linfáticos e linfonodos, associando basicamente duas manobras: captação ou reabsorção. Os dedos imprimem sucessivamente uma pressão, sendo levado por um movimento circular do punho. O objetivo da captação é absorver os líquidos excedentes da região com estase (com edema, celulite, etc.) e transportá-la através dos vasos linfáticos de volta para a circulação.

Na evacuação, os dedos desenrolam-se a partir do indicador até o anular, tendo contato com a pele que é estirada no sentido proximal ao longo da manobra. O objetivo da evacuação é proporcionar um aumento do fluxo linfático na região proximal, descongestionando-a. Assim, fica preparada para receber a linfa de outras regiões mais distais. Ao facilitar e melhorar a circulação linfática da região, não há sobrecargas maiores a esses vasos.

Leduc possui ainda uma combinação mais restrita de movimentos, e propõe protocolos de tratamentos com base no tipo de distúrbio encontrado. Utiliza também bandagens compressivas após a aplicação da drenagem linfática.

 

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Dr. Albert Leduc

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