Fisioestética: TECAR Terapia aplicada ao tratamento de celulite

Fisioestética: TECAR Terapia aplicada ao tratamento de celulite

A TECAR Terapia é utilizada na Europa há mais de 20 anos. Durante este período, a tecnologia evoluiu e os resultados melhoraram muito graças ao uso de equipamentos mais avançados. Inicialmente aplicada somente à fisioterapia de atletas de alto rendimento, atualmente a TECAR Terapia tem uma gama de aplicações voltadas também para a Estética. Hoje vamos aprender um pouco mais sobre a TECAR Terapia aplicada ao tratamento de celulite!

Escassez de material científico

Antes de abordarmos o tratamento clínico propriamente dito, é correto informar que: ainda não há publicações científicas suficientes para demonstrar que “uma frequência é melhor do que a outra” neste tipo de tratamento. Em razão disso, ainda não há no mercado um consenso, e nem uma “frequência patenteada” ou um “protocolo patenteado” que seja comprovadamente melhor do que os outros.

Dito isto, podemos afirmar sem medo de errar é que utilizando-se frequências diferentes, é possível obter um tratamento relativamente profundo de acordo com as necessidades clínicas da inestética apresentada.

De acordo com as leis da Física, frequências mais altas – 1MHz, por exemplo – são mais superficiais do que as frequências de 500KHz. Isso nos permite focar no aspecto clínico, buscando entender em que nível vamos buscar um estímulo energético para os tecidos.

RentalMed TECAR Terapia 1

Aplicação de TECAR Terapia

Celulite é uma patologia

A celulite é uma patologia realmente complexa, e possui uma grande diversidade de graus de manifestação. Também chamada de paniculite, esta patologia indica uma condição alterada da hipoderme, o tecido cutâneo que fica logo abaixo da pele.

A hipoderme é composta em grande parte por células adiposas, cuja microcirculação saudável é a base para a manutenção da boa saúde tecidual. Quaisquer alterações funcionais podem vir a impactar no tecido acima que é a derme, ou seja, a pele.

Todas estas questões estão ligadas também a fatores hormonais, metabólicos, musculares posturais. Portanto, estes fatores devem ser levadas em conta em todas as avaliações, pois podem influenciar no quadro clínico.

Isso nos faz entender que, acima de tudo, antes de iniciar um tratamento de celulite é necessário fazer um diagnóstico correto. E depois, é claro, é necessário um equipamento moderno e com capacidade de entregar os estímulos energéticos nas frequências e intensidades adequadas como o Physioled Therma. (Saiba mais sobre Frequência X Intensidade clicando aqui).

RentalMed Graus de Celulite

Graus de Celulite

Manifestações clínicas da celulite

A celulite caracteriza-se pela deterioração da microcirculação do tecido adiposo da hipoderme. Dependendo da sua evolução, podemos nos deparar com uma das seguintes manifestações clínicas da celulite:

  1. Celulite Mole
  2. Celulite Dura ou Compacta
  3. Celulite Edematosa

A celulite mole

É um dos tipos mais comuns de celulite. Como o nome já indica, ela se apresenta mole ao toque, é visível a olho nu e tem um aspecto gelatinoso. Ela move-se ao andar ou em trocas de posição, tem uma aparência ondulada e afunda ao toque. É indolor, mas pode causar uma sensação de “peso” na região. Surge geralmente no abdomen, nos braços, na parte interna das coxas e nos glúteos. Está associada ao aparecimento de retenção hídrica, varicosidades e varizes.

A celulite dura ou compacta

Já na celulite dura, a pele tem um aspecto duro, consistente, porém granulado. É a famosa “pele de casca de laranja”. Diferentemente da celulite mole, ela não se move ao andar ou trocar de posição. Pressionar o tecido com celulite dura pode causar dor ou desconforto e, caso não seja tratada a tempo, pode evoluir para outro tipo de celulite. As áreas mais propensas ao aparecimento deste tipo de celulite são a parte interna e externa das coxas, e a parte interna dos joelhos. Está associada ao aparecimento de estrias.

A celulite edematosa

Este tipo é o mais raro, e também o mais difícil de tratar. Relacionada com um quadro de má circulação e de retenção de líquidos. Tem um aspecto esponjoso, é dolorida ao toque e pode provocar uma sensação de “pernas cansadas”. Ocorre apenas nas pernas, mais precisamente na parte interna das coxas e dos joelhos. Está associada ao aparecimento de varizes e edemas.

Imagem relacionada

Cada caso é um caso!

Todo tipo de manifestação de celulite passa obrigatoriamente pelas diversas etapas da patologia. Iniciam-se pela simples alteração na microcirculação, passando pelo aumento do edema até chegar à fibrose. Por conta disso, é impossível desenvolver um protocolo “padrão” que trate “celulites em geral”. Cada caso exige um tipo específico de protocolo, de frequência, de intensidade ou de tempo de tratamento. 

O equipamento Physioled Therma fornece ao operador todas as ferramentas necessárias para adaptar perfeitamente os tratamentos de acordo com o momento terapêutico e o caso clínico de cada paciente. As possibilidades de variação de modelo de abordagem durante o curso terapêutico são extraordinárias.

Não existe um “Protocolo Padrão para Celulite”

Conforme descrito acima, os casos de celulite possuem uma grande quantidade de fatores que influenciam a ocorrência desta inestética. Por isso, para a obtenção de resultados satisfatórios, é de pouca utilidade falarmos sobre um “protocolo padrão” para o tratamento de celulite.

Como não há um “protocolo padrão”, o que existem são diretrizes. As que vamos citar abaixo foram desenvolvidas por pesquisadores italianos, fabricantes de equipamentos de TECAR, e podem ser adaptadas e modificadas de acordo com cada caso clínico específico.

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O equipamento de TECAR Terapia Physioled Therma está disponível para Locação na RentalMed

Diretrizes de TECAR Terapia para Celulite

Tempo de tratamento: de 15 a 40 minutos por membro

Os tempos de tratamento variam bastante. E mais ainda caso você opte por fazer uma preparação antes da aplicação da TECAR Terapia. Uma preparação indicada é o descarregamento do linfonodo inguinal, utilizando o eletrodo capacitivo. A execução (ou não) de uma Drenagem Linfática completa deve ser determinada pelo quadro clínico do paciente.

Diretriz Celulite Dura

Mulheres em boa forma física, com músculos tonificados ou hipertróficos são particularmente afetadas por esta inestética. É dura e dolorosa ao toque, localizando-se nos joelhos, coxas e glúteos.

ACESSÓRIOS RECOMENDADOS E SEQUÊNCIA DE TRATAMENTO:

  1. MONOPOLAR CAPACITIVA: Placa de retorno sob a barriga se em decúbito ventral, ou sob as costas se em decúbito supino; Útil para a preparação e para a alta final, sempre associada à massagem circulatória.
  2. BIPOLAR CAPACITIVA: Dispensa a aplicação de placa de retorno pelo uso da manopla bipolar (ainda indisponível no Brasil); Útil para áreas críticas com localização superficial.
  3. MONOPOLAR RESISTIVA: Placa de retorno sob a barriga se em decúbito, ou sob as costas se em decúbito supino; Útil para zonas de profundidade intermediária larga.

Diretriz Celulite Mole

Geralmente afeta mulheres sedentárias ou com musculatura hipotônica, pessoas de meia idade ou que mudam de peso muito rapidamente. Observa-se flutuação nos tecidos afetados durante os movimentos, especialmente no interior das coxas e braços.

ACESSÓRIOS RECOMENDADOS E SEQUÊNCIA DE TRATAMENTO:

  1. BIPOLAR CAPACITIVA: Sem placa de retorno, por conta da manopla bipolar (ainda indisponível no Brasil); Para drenagem linfática do linfonodo inguinal.
  2. MONOPOLAR CAPACITIVA: Placa de retorno sob a barriga se em decúbito ventral, ou sob as costas se em decúbito supino; Para estímulo circulatório de média profundidade.
  3. MONOPOLAR RESISTIVA: Para um estímulo mais profundo, em combinação com a contração muscular útil neste quadro clínico.

Diretriz Celulite Edematosa:

Caracterizada pela estagnação e retenção de líquidos nos glúteos e pelve. Dá aos tecidos uma aparência inchada e esponjosa, dolorosa ao toque. É frequentemente associada à celulite dura, e sempre associada à má circulação linfática e venosa nos membros inferiores.

  1. MONOPOLAR CAPACITIVA: Placa de retorno sob a barriga se em decúbito ventral, ou sob as costas se em decúbito supino; Útil para a preparação e para a alta final, sempre associada à massagem circulatória.
  2. MONOPOLAR RESISTIVA: Placa de retorno sob a barriga se em decúbito ventral, ou sob as costas se em decúbito supino; Para estímulo circulatório de média profundidade.
  3. NEUTRO DINÂMICO: Para criar geometrias específicas a fim de estimular o sistema circulatório, linfático e venoso.

Conclusões

Estas diretrizes representam uma simplificação didática dos possíveis casos clínicos que podem ser tratados com a TECAR Terapia. E nunca é demais relembrar: todas as manifestações clínicas devem ter uma análise e classificação médica adequada.

Para uma completude terapêutica, as sessões de TECAR Terapia podem ser complementadas com a aplicação de bandagens frias pós-tratamento, exercícios de recondicionamento muscular e readequação postural.

A TECAR Terapia trabalha especialmente com bioestimulação, utilizando frequências e intensidades muito semelhantes às naturais do corpo humano. Por isso, de tempos em tempos, é necessário reavaliar o tratamento para readequá-lo às novas características clínicas apresentadas.

Ser capaz de adequar tratamentos específicos para cada paciente é uma vantagem incrível. Permite encontrar soluções únicas para cada caso, enfatizando a personalização do atendimento clinicamente. E, comercialmente, permite alavancar os ganhos das Clínicas Estéticas, já que esta técnica ainda é muito pouco utilizada no Brasil. Largue na frente da concorrência e ofereça a TECAR Terapia para as suas clientes antes de virar moda!

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