Ultrassom Microfocado, o lifting não-cirúrgico

Ultrassom Micro Focado Face Lifting não cirúrgico RentalMed

Ultrassom Microfocado, o lifting não-cirúrgico

Um dos sonhos mais antigos da Humanidade é vencer a ação do tempo. Não importa em qual Era da História Moderna você pesquisar, sempre encontrará seres humanos em busca da Vida Eterna. Ou da Beleza Eterna. É um desejo inevitável, que faz parte dos nossos anseios mais profundos desde que o mundo é mundo. E mesmo que obras, batalhas e grandes feitos imortalizem seus autores e autoras, o corpo perece. O Tempo sempre vence.

Mas os avanços tecnológicos do século XXI conseguem, cada vez mais, retardar os efeitos inexoráveis da ação do Tempo. Linhas de expressão, rugas e flacidez encontram adversários cada vez mais poderosos no mercado de Estética. Novos cosméticos, suplementos alimentares e, acima de tudo, tecnologias inovadoras vem sendo capazes de remediar e prevenir uma gama cada vez maior de inestéticas.

E este é exatamente o caso desta tecnologia que vamos falar hoje: o Ultrassom Microfocado, o lifting não-cirúrgico.

Como e porquê a pele fica flácida com o passar do tempo?

Com o avançar da idade, mais precisamente a partir dos 25 anos, o nosso corpo passa a produzir cada vez menos colágeno. E menos colágeno significa menos elasticidade. Com esta perda, a pele começa a “ceder”. Isso acontece por conta da ação da gravidade, a força de Atração da Terra que puxa tudo em direção ao seu núcleo. E também pelo “longo uso” dos sistemas musculares faciais, que acabam ficando marcados na pele na forma das famigeradas rugas.

 

Fig. 1: Com a redução da produção de colágeno, a pele perde elasticidade e acaba cedendo.

 

O colágeno é uma proteína composta por aproximadamente cerca de 3.000 aminoácidos. Estes aminoácidos se juntam, e se dispõem em forma de três correntes moleculares entrelaçadas como cordas, formando uma hélice tripla (Fig. 2 abaixo). Esta hélice tripla é, ao mesmo tempo, robusta e flexível.

Além de deixar a pele resistente e flexível, o colágeno também é o responsável por fortalecer os nossos tendões e ligamentos, unindo-os aos músculos. Os dentes e os ossos, por exemplo, recebem adição de minerais – como o cálcio – que endurecem o colágeno. E cerca de 75% da nossa pele é composta por colágeno. Como passamos a produzir menos colágeno a partir dos 25 anos, a pele começa a ceder e a apresentar sinais de envelhecimento, conforme a Fig. 1 ali em cima.

 

fibras de colágeno Blog RentalMed

Fig. 2: Fibras de colágeno vistas ao microscópio

SMASectomia, o face lifting cirúrgico

O face lifting, na verdade, não é nenhuma novidade. Registros históricos dão conta de que em 1901 o médico Eugen Höllander realizou a primeira cirurgia de face lifting em Berlim, Alemanha. Ele o fez simplesmente cortando a pele, removendo a parte flácida “que estava sobrando”, e depois costurou de volta as duas partes devidamente “esticadas”. Este foi o chamado “Período Cutâneo”, onde lidava-se apenas com os aspectos da epiderme propriamente dita.

Porém, durante todo o século XX, a técnica veio sendo aprimorada e refinada. E o mesmo veio acontecendo com as tecnologias disponíveis, que avançavam juntamente com a ciência da época. Em meados dos anos 1970, a técnica de face lifting entrou no chamado Período SMAS. O cirurgião sueco Tord Gustav Skoog introduziu o conceito de dissecação subfacial em 1968, passando a apostar em intervenções nas camadas mais profundas da derme em vez de apenas confiar apenas na epiderme como fonte de “tensão” para manter a pele “esticada”. Foi a primeira inovação real na técnica de face lifting desde a sua invenção.

Posteriormente, em 1976, os estudantes de cirurgia craniofacial Mitz e Peyronie descreveram a anatomia do SMAS, e o professor-orientador deles, Paul Tessier, batizou aquela camada de Sistema Músculo Aponeurótico Superficial. E assim, a partir desta descoberta, as intervenções através do SMAS tornaram-se o padrão vigente para a técnica de face lifting. O próximo passo seria, então, descobrir como fazer estas intervenções no SMAS sem a necessidade de cortes ou incisões cirúrgicas.

 

Fig.3 :Exemplo de SMASectomia cirúrgica: um corte seccional e pontos para “puxar” o SMAS,  compensando a “perda de tensão” e proporcionando o efeito lifting

O que é Ultrassom Microfocado?

O Ultrassom Microfocado surgiu em 2009 nos Estados Unidos, como uma técnica de face lifting não-cirúrgico. Sua principal função é estimular a produção de colágeno num nível profundo, a fim de promover a elasticidade e a sustentação da pele que encontra-se flácida.

O Ultrassom Microfocado age no Sistema Músculo Aponeurótico Superficial (SMAS, fig. 4) através do aquecimento do tecido subcutâneo estimulado pelas ondas sonoras microfocadas. Estas ondas sonoras produzem pontos microscópicos de desnaturação térmica – queimaduras – na gordura do tecido subcutâneo. Estas queimaduras induzem a contração do tecido e a uma quebra dos adipócitos, que eventualmente sofrerão necrose.

Desta forma, o Sistema Músculo Aponeurótico Superficial (SMAS) se retrai, puxando junto para cima a pele flácida, promovendo assim o efeito lifting. Um efeito bastante semelhante ao do jato de plasma em uma blefaroplastia. No vídeo da blefaroplastia, é possível ver a a pele se contraindo imediatamente ao contato com o jato de plasma. O mesmo ocorre após a aplicação dos disparos de Ultrassom Microfocado. Porém, os pontos são menores e sua atuação ocorre no SMAS, que fica numa camada bem mais profunda da pele. Já o jato de plasma atua de forma superficial, diretamente na epiderme.

 

Esquema muscular facial - ultrassom microfocalizado RentalMed

Fig. 4:  Secção Lateral – Camadas da derme

 

A principal característica do Sistema Muscular Aponeurótico Superficial (SMAS) é a sua composição. Ele é formado por um composto de colágeno e fibras elásticas, muito semelhantes à camada superficial da pele. No entando, o SMAS possui uma propriedade de retenção mais durável, e um nível de relaxamento menor do que o da pele. Desta forma, tratamentos de flacidez que interagem com o SMAS tem efeitos muito mais duradouros do que aqueles que visam somente a epiderme.

Como funciona a tecnologia do Ultrassom Microfocado?

O Ultrassom Microfocado atua como uma “lupa”, que direciona as ondas sonoras para um único ponto. Segundo a Física, as ondas sonoras precisam de um meio físico material para se propagarem. Isso significa que elas precisam de “algo” por onde elas possam viajar a partir de seu ponto emissor, uma “base de apoio”.

Este meio físico pode ser unidimensional, como aquela corda que o seu professor de Física da 8ª série esticou na sala de aula pra explicar sobre ondas. Pode ser bidimensional, como a membrana de um tambor. Ou pode ser tridimensional, como o ar ou a água.

 

Fig. 5: Esquema de propagação tridimensional de ondas sonoras

 

Como podemos ver no gráfico acima, as ondas se propagam tridimensionalmente no ar, ou seja, em todas as direções. Porém, a tecnologia do Ultrassom Microfocado encontrou uma maneira de “domar” estas ondas sonoras, direcionando-as. E mais do que isso: conseguiu reuni-las e focar todas em um único microponto (e daí o nome microfocado).

Em Física, as ondas se comportam mais ou menos do mesmo jeito. A luz visível, por exemplo, é composta por ondas eletromagnéticas. A diferença entre as Ondas Eletromagnéticas e as Ondas Sonoras é que as eletromagnéticas elas não precisam de um “meio físico” para se propagarem. Ou seja: podem viajar no vácuo do espaço, por exemplo. Mas, assim como as ondas sonoras, elas podem ser “domadas”, “direcionadas” e “focadas”. Sabe como?

 

Fig. 6: Exemplo prático de Ondas Eletromagnéticas Focalizadas: neste caso, são as ondas eletromagnéticas luminosas provenientes do Sol

 

Simples, né? Com este exemplo de como funciona a tecnologia do Ultrassom Microfocado, você consegue tirar todas as dúvidas das suas clientes em relação ao procedimento. E nem precisa entrar nos pormenores de ondas e a parte chata da “aula de Física”!

Aplicando o Ultrassom Microfocado

Aqui na RentalMed, nós trabalhamos com o Ultrassom Microfocado da Fismatek, o Herus HIFU. O Herus conta com três modalidades de profundidades para tratamentos faciais: para atingir a derme superficial (1,5mm – 10MHz), derme profunda (3mm – 7MHz) e SMAS (4,5mm – 4MHz). E conta ainda com duas modalidades de profundidade para tratamentos de flacidez corporal: 7mm – 3MHz para flacidez superficial, e 13mm – 2 MHz para flacidez profunda.

Antes de qualquer aplicação, é necessário fazer um mapeamento das áreas da face, do pescoço ou do corpo onde o Ultrassom Microfocado será utilizado.

 

Fig. 7: Exemplo de mapeamento facial para a aplicação do Ultrassom Microfocado

 

Após o mapeamento, chega a hora de efetuar os disparos. O Ultrassom Microfocado pode ser disparado em diferentes profundidades, a fim de estimular a síntese de novas fibras de colágeno (neocolagênese) em diferentes camadas da derme. Estes disparos causam microlesões no SMAS, na derme intermediária e na derme superficial. Após a aplicação, o corpo inicia um processo de “reparação” das microlesões causadas pelo ultrassom focalizado. E é nesta reparação que as novas fibras de colágeno são sintetizadas. Confira no vídeo abaixo todas as fases do processo de face lifting com a utilização do Ultrassom Microfocado.

Recapitulando

Neste post, aprendemos que o responsável pela rigidez e flexibilidade da pele é o colágeno. E também que nosso corpo produz menos colágeno a partir dos 25 anos. Como consequência, a pele – que é composta por 75% de colágeno – acaba perdendo a sua tensão. Ou seja, fica flácida e acaba perdendo a batalha contra o poder da gravidade e do uso constante do sistema muscular facial.

Aprendemos também que existe uma técnica – o face lifting – que “puxa e levanta” a pele. Esta técnica, que existe desde 1901, evoluiu bastante, e hoje não é mais aplicada diretamente na epiderme. Cirurgiões descobriram uma camada chamada SMAS, o Sistema Muscular Aponeurótico Superficial. E que esta camada apresenta resultados muito melhores para a técnica de face lifting.

Descobrimos também que, com o avanço da tecnologia, foi possível “domar” e focalizar ondas sonoras em micropontos. Praticamente da mesma forma como uma lupa é capaz de focalizar a luz do sol. E que a aplicação de ondas sonoras microfocadas diretamente no SMAS promove o efeito lifting sem a necessidade de incisões cirúrgicas e pós-operatório.

O equipamento disponível na RentalMed para o face lifting não-cirúrgico é o Herus HIFU, da Fismatek.

Saiba mais sobre o Herus HIFU – Fismatek, disponível para venda e locação na RentalMed:

Herus HIFU – Fismatek

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